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Saúde única e Conservação
Com os três exos temáticos desse projeto, podemos entender como o estudo desses animais contribui com o conhecimento científico e a saúde humana.

Aqui nosso objetivo é monitorar os locais de reprodução dos trinta-réis no Espírito Santo, em sinergia com os esforços pré-existentes de censo reprodutivo já realizados por outros renomados pesquisadores há vários anos. Adicionalmente, estamos estudando cuidadosamente a possibilidade de implementar o dronemonitoramento de forma segura, sem que cause interferência nas atividades reprodutivas.

Nessa parte do projeto, nós mapeamos e monitoramos aglomerações de trinta-réis de várias espécies em áreas de descanso e alimentação para acompanhamento da flutuação do tamanho dessas populações ao longo do ano, bem como a determinação dos locais mais importantes, onde se destacam as ilhas costeiras e a região estuarínica da foz do Rio Doce. Esse monitoramento também no permite conhecer melhor quais são as ameaças antrópicas que prejudicam essas aves.

Nosso trabalho é receber e quarentenar trinta-réis para avaliação da possibilidade de eutanásia ou reabilitação. Aves com sinais clínicos suspeitos são de notificação obrigatória. Nesses casos, infelizmente elas são eutanasiadas e tem amostras de seus órgãos colhidas pelo SVO-MAPA para testagem no LFDA em Campinas (SP). Nós informamos o CEMAVE/ICMBio sobre as anilhas encontradas em todas as aves atendidas. Já as aves passíveis de reabilitação recebem o melhor atendimento possível e são soltas.
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Vulnerável (Ministério do Meio Ambiente)
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Vulnerável (Ministério do Meio Ambiente)
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Espécie Ameaçada (Decreto Estadual nº 5.237-R/2022
Seja um cidadão cientista e compartilhe suas fotos conosco, para contagem de indivíduos e registro na planilha do PMAM.











Em abril de 2026, diante da quantidade de aves que se agrupavam nas Ilhas Galhetas (Vitória-ES), criamos a expectativa de que as utilizassem como sítio reprodutivo. Entretanto, no mês de maio elas haviam se instalado em uma pilastra da Terceira Ponte para postura dos ovos. É possível que as Ilhas Galhetas tenham sido evitadas devido à presença humana constante, normalmente pessoas em atividade de pescaria. Entre os meses de março e outubro o acesso às Galhetas é proibido pela lei Municipal 8.993/2016.
Para os trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), a temporada reprodutiva é menos eficiente quando acontece na terceira ponte, pelo fato dos filhotes caírem na água e morrerem.
A partir do mirante da Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte, foi possível observar e fotografar os trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) que decidiram nidificar na Pilastra D em 2026. Contamos aproximadamente 1500 indivíduos, com possibilidade do número estar subestimado. As barras da grade de proteção possuem abertura estreita, dificultando a captação das imagens, mas ainda assim é uma experiência quase análoga a um sobrevoo com drone, sem o efeito negativo de causar possíveis incômodos aos animais. De qualquer maneira, numerosas embarcações passam ao lado da colônia reprodutiva dia e noite, bem como pescadores em caiaques e coletores de bivalves se aproximam da pilastra D constantemente.
No fim de maio começaram a eclodir os primeiros ovos dos trinta-réis-de-bando sob a Pilastra D da Terceira Ponte. Encontramos três filhotes, mas outras centenas ainda continuavam dentro dos ovos. Surgiu a preocupação de que muitas aves imaturas caíssem no mar devido às condições físicas inerentes à estrutura.
Encontro de Trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) na Ilha do Meio, próxima à Segunda Ponte.
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Menção do Jornal da TV Vitória aos ninhos na pilastra da Terceira Ponte em 2026.
Os trinta-réis-boreal (Sterna hirundo) se reproduzem no hemisfério norte, entre o Canadá e os Estados Unidos, quando é verão por lá. Conforme o segundo semestre avança, para fugir do inverno rigoroso e suas nevascas, elas migram para o hemisfério sul. No Espírito Santo, a partir de dezembro é possível encontrar grandes bandos da espécie ao longo de toda a costa. Porém, aparentemente a maior concentração dos trinta-réis-boreais ocorre na foz do Rio Doce, entre Regência e Povoação.
Em 15 de maio de 2023 o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) notificou à Organização Mundial de Saúde Animal (OMSA) a primeira detecção do vírus da influenza aviária H5N1 de alta patogenicidade (IAAP) no Brasil, que ocorreu em três aves atendidas pelo IPRAM. Nesse vídeo apresentamos os sinais clínicos que nos chamaram à atenção, bem como situações em que as aves potencialmente infectadas foram encontradas nos primeiros dias da epizootia.
Entre os meses de maio e junho de 2023 foi registrada a morte massiva de trinta-réis no litoral capixaba, com concentração de registros entre a região metropolitana e o litoral sul. O epicentro dessa mortandade foi a Ilha dos Ovos, no município de Marataízes, que recebe colônias reprodutivas do Trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus). Nesse contexto, foram organizadas entre as instituições públicas e o IPRAM ações de inspeção e coleta de carcaças, com o objetivo de reduzir a disseminação da doença entre aves de rapina ou necrófagas tais quais os urubus, que possuem capacidade de incursão na porção continental de nosso Estado. Na Ilha dos Ovos essas ações foram conduzidas pela Prefeitura de Marataízes, com o apoio do IPRAM.
No Arquipélago das Itatiaias as ações foram conduzidas pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA) e o seu Serviço Veterinário Oficial (IDAF), também com o apoio do IPRAM. As inspeções nas ilhas capixabas registraram centenas de aves mortas, muitas delas filhotes e, em quantidades menores, carcaças de outras espécies tais quais o Trinta-réis-real (Thalasseus maximus), o Trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) e o Trinta-réis-boreal (Sterna hirundo). Também foram encontradas aves moribundas em sofrimento, que foram eutanasiadas pelo médico veterinário do IPRAM com o uso de anestésicos.
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