Em abril de 2026, diante da quantidade de aves que se agrupavam nas Ilhas Galhetas (Vitória-ES), criamos a expectativa de que as utilizassem como sítio reprodutivo. Entretanto, no mês de maio elas haviam se instalado em uma pilastra da Terceira Ponte para postura dos ovos. É possível que as Ilhas Galhetas tenham sido evitadas devido à presença humana constante, normalmente pessoas em atividade de pescaria. Entre os meses de março e outubro o acesso às Galhetas é proibido pela lei Municipal 8.993/2016.
Para os trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus), a temporada reprodutiva é menos eficiente quando acontece na terceira ponte, pelo fato dos filhotes caírem na água e morrerem.
A partir do mirante da Ciclovia da Vida, na Terceira Ponte, foi possível observar e fotografar os trinta-réis-de-bando (Thalasseus acuflavidus) que decidiram nidificar na Pilastra D em 2026. Contamos aproximadamente 1500 indivíduos, com possibilidade do número estar subestimado. As barras da grade de proteção possuem abertura estreita, dificultando a captação das imagens, mas ainda assim é uma experiência quase análoga a um sobrevoo com drone, sem o efeito negativo de causar possíveis incômodos aos animais. De qualquer maneira, numerosas embarcações passam ao lado da colônia reprodutiva dia e noite, bem como pescadores em caiaques e coletores de bivalves se aproximam da pilastra D constantemente.
No fim de maio começaram a eclodir os primeiros ovos dos trinta-réis-de-bando sob a Pilastra D da Terceira Ponte. Encontramos três filhotes, mas outras centenas ainda continuavam dentro dos ovos. Surgiu a preocupação de que muitas aves imaturas caíssem no mar devido às condições físicas inerentes à estrutura.
Encontro de Trinta-réis-de-bico-vermelho (Sterna hirundinacea) na Ilha do Meio, próxima à Segunda Ponte.
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